Hoje vamos falar sobre Brás Cubas. Mas, primeiro de tudo: Quem foi Brás Cubas?
Primeiro, foi o fundador da cidade de Santos, em São Paulo. Sim, a mesma cidade do Santos FC., onde surgiu jogadores como Pelé, Robinho e Neymar. Nessa cidade surgiu também vários atores como Oscar Magrini, Pagu, Sérgio Mamberti e entre outros, além de personalidades como o cantor Chorão do Charlie Brown Júnior. mas não será dele que falaremos hoje.
Segundo, personagem do livro "Memórias Póstumas de Brás Cubas" do imortal Machado de Assis, e do filme de 2001, interpretado por Reginaldo Faria. Vamos conhecer melhor esse personagem clássico da Literatura Brasileira, e o mais importante, sem ser na baboseira que os professores de português costumam dar.
O mais importante de Brás Cubas: ELE ESTÁ MORTO! A história de Brás Cubas é contada pelo próprio Brás Cubas DEPOIS DE MORTO!
Assim, começamos a leitura do livro, com a morte de Brás Cubas. E o livro é contado desse ponto: Conta a morte, depois o velório e o enterro. Reflete sobre as loucuras antes da morte, e apenas aí, conta sobre a sua infância.
Era uma criança com infância privilegiada pelos pais, e Brás cresce com seu "brinquedinho" de estimação: o negrinho Prudêncio, vítimas dos maus tratos do garoto branco, como servir de montaria para as brincadeiras de Brás Cubas.
Na escola, era companheiro de travessuras era o garoto Quincas Borbas, que ao crescer se torna um humanitista (mistura de darwinismo e borbismo), defendendo que apenas os mais fortes e aptos devem sobreviver.
Sua juventude foi marcada pela cortesã (prostituta de luxo) Marcela, que o amou por quinze meses e onze contos de Réis. Depois de gastar grande parte do dinheiro do pai por Marcela, Cubas é enviado para Coimbra, em Portugal, para virar Barechal de Leis (hoje conhecido como Cara que não passou na OAB).
Em Coimbra, tem uma vida rotineira. Após voltar com o diploma e a total incapacidade para este trabalho, fica vivendo feito parasita no dinheiro de seus pais.
E assim se apaixona por Virgínia, uma moça que foi apresentada por seu pai, numa esperança de que Brás se tornasse deputado para que sua família conseguisse ser bem vista na sociedade. Porém seu preconceito pelo fato dela ser manca o impediu, apesar dela ser o amor de sua vida, e Virgínia acaba se casando com Lobo Neves.
Depois disso, Brás passa por uma série de azar: Não se casa, nem tem filhos, se torna deputado, mas com um desempenho horroroso e não faz nada de útil na sociedade.
Por fim acaba morrendo numa cama com alguns familiares, seu amor Vigília e seu filho, onde a história começa.
Com Brás Cubas, Machado de Assis mostra a mediocridade da classe média da sociedade brasileira do século XIX, cujos feitos para o bem da nação são bem poucos. Em um livro mágico e cômico, recomendo para que quiser.
Abraços de túmulos,
Procópio
Procópio